Confissão de uma mãe

Existe sim, um outro lado!

Quando vemos os books de grávidas, as fotos serenas com as mãos sobre a barriga, os pais sorrindo um para o outro, entre outras poses lindas, não imaginamos o quanto é dificil passar pelos enjoos do inicio da gestação e o desconforto do final. 
Ao vermos as fotos postadas nas redes sociais com a mamãe sorrindo, não imaginamos o quão difícil é exercer essa função. Dizem apenas que você não irá ter o mesmo sono, mas a verdade vai mais além do que isso! Você não dormirá, não mastigará o almoço, os banhos serão “de gato”, fazer as unhas será uma vitória e com certeza cada segundo será valorizado. Ok, confesso que sou um pouco dramática. Será o fato de ser mãe de primeira viagem, ou simplesmente o “susto” que tomei ao saber que as coisas não são tão fáceis ¿
Falamos tão pouco sobre o “outro lado” da maternidade não é ¿ Vivemos à procura do método perfeito e sequer lembramos que a perfeição não existe e cada mãe tem o seu jeito (ou seu tempo). Umas escolhem a cama compartilhada, outras colocam o baby no berço no primeiro dia, há mães que alimentam o bebê com leite materno até o sexto mês, outras até o quarto, outras não conseguem. Existem mães que escolhem parto normal, outras o humanizado ou cesárea. Há mães que se dedicam 100% ao filho, outras voltam a rotina de trabalho ao término da licença-maternidade, outras conciliam o escritório em casa e se dividem entre responder aos clientes e trocar as fraldas. Mas querem saber, seja qual for o perfil, não seremos “menos mãe” do que as outras, assim como confessar que as vezes “enche o saco” e sentimos vontade de sair correndo pela rua sem sequer trocar pijama, também não.
Assim que as birras começaram por aqui, me senti culpada (e as vezes ainda me sinto). Sim, culpada! Culpada por momentos que a paciencia se esgota, por querer um minuto a mais no banho, usar o banheiro com a porta fechada ou jogar o DVD da Galinha pintandinha pela janela. Talvez se a sociedade não “nos vendessem” o modelo “mãe perfeita”, as culpas e medos seriam menores ou pelo menos, amenizados. E falem a verdade (mesmo que secretamente), quem ao menos uma vez, não pediu a Deus a pacicência da mamãe Pig¿
Então, se existe o outro lado da maternidade, por que não nos falam (ou falamos)¿
Querem saber¿ Em um dia como hoje, quando as birras chegaram no auge eu descobri a resposta!
Você torce para que durmam após “aquele chororô”, mas tudo é apagado quando acordam “abanando” os bracinhos pedindo carinho. E claro, ser mãe (como quase tudo na vida) possui mais de um lado…
E assim seguimos …

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